terça-feira, 5 de abril de 2016

Livro V – Capítulos 24-28 - Fim do livro V

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História Eclesiástica de Eusébio de Cesareia
Livro V – Capítulos 24-28
Fim do livro V

XXIV - Sobre a dissensão na Ásia
XXV - De como houve acordo unânime entre todos sobre a Páscoa[1]
XXVI - Quanto chegou a nós de Irineu
XXVII - Quanto chegou dos outros que floresceram naquela época
XXVIII - Dos que acolheram a heresia de Artemon desde o princípio, qual foi seu comportamento e de que modo ousaram corromper as Escrituras

Leitura Bíblica: João 3.31

XXIV - Sobre a dissensão na Ásia
1.            Os bispos da Ásia, por outro lado, com Polícrates à frente, seguiam insistindo com força que era necessário guardar o costume primitivo que lhes fora transmitido desde antigamente. Polícrates mesmo, numa carta que dirige a Victor e à igreja de Roma, expõe a tradição chegada até ele com estas palavras:
2.     "Nós pois, celebramos intacto este dia, sem nada juntar nem tirar. Porque também na Ásia repousam grandes luminárias, que ressuscitarão no dia da vinda do Senhor, quando vier dos céus com glória e em busca de todos os santos: Felipe, um dos doze apóstolos, que repousa em Hierápolis com duas filhas suas, que chegaram virgens à velhice, e outra filha que, depois de viver no Espírito Santo, descansa em Éfeso.
3.            E também João, o que se recostou sobre o peito do Senhor e que foi sacerdote portador do pétalon, mártir e mestre; este repousa em Éfeso.
4.            E em Esmirna, Policarpo, bispo e mártir. E Traseas, também ele bispo e mártir, que procede de Eumenia e repousa em Esmirna.
5.            E que falta faz falar de Sagaris, bispo e mártir, que descansa em Laodicéia, assim como o bem-aventurado Papirio e de Meliton, o eunuco[1], que em tudo viveu no Espírito Santo e repousa em Sardes esperando a visita que vem dos céus no dia em que ressuscitará de entre os mortos?
6.     Todos estes celebraram como dia da Páscoa o da décima quarta lua, conforme o Evangelho, e não transgrediram, mas seguiam a regra da fé.
E eu mesmo, Polícrates, o menor de todos vós, (faço)[2] conforme a tradição de meus parentes, alguns dos quais segui de perto. Sete parentes meus foram bispos, e eu sou o oitavo, e sempre meus parentes celebraram o dia quando o povo tirava o fermento.
7.     Portanto, irmãos, eu com mais de sessenta e cinco anos no Senhor, que conversei com irmãos procedentes de todo o mundo e que recorri toda a Sagrada Escritura, não me assusto com os que tratam de impressionar-me, pois os que são maiores do que eu disseram: Importa mais obedecer a Deus do que aos homens."
8.     Logo acrescenta isto que diz sobre os bispos que estavam com ele quando escrevia e eram da mesma opinião:
"Poderia mencionar os bispos que estão comigo, que vós pedistes que convidasse e que eu convidei. Se escrevesse seus nomes seria demasiado grande seu número. Eles, mesmo conhecendo minha pequenez, deram seu assentimento a minha carta, sabedores de que não é em vão que levo meus cabelos brancos, mas que sempre vivi em Cristo Jesus."
9.      Ante isto, Victor, que presidia a igreja de Roma, tentou separar em massa da união comum todas as comunidades da Ásia e as igrejas limítrofes, alegando que eram heterodoxas, e publicou uma condenação por meio de cartas proclamando que todos os irmãos daquela região, sem exceção, estavam excomungados.
10.      Mas esta medida não agradou a todos os bispos, que por sua parte exorta­vam-no a ter em conta a paz e a união e a caridade para com o próximo. Conservam-se inclusive as palavras destes, que repreendem Victor com bastante energia.
11. Entre eles está Irineu, na carta escrita em nome dos irmãos da Gália, dos quais era o chefe. Irineu concorda que é necessário celebrar unicamente no domingo o mistério da ressurreição do Senhor; no entanto, com muito bom senso, exorta Victor a não amputar igrejas de Deus inteiras que haviam observado a tradição de um antigo costume, e a muitas outras coisas[3]. E acrescenta textualmente o que segue:
12. "Efetivamente, a controvérsia não é somente sobre o dia, mas também sobre a própria forma do jejum, porque uns pensam que devem jejuar durante um dia, outros que dois e outros que mais; e outros dão a seu dia uma medida de quarenta horas do dia e da noite.
13. E uma tal diversidade de observantes não se produziu agora, em nossos tempos, mas já muito antes, sob nossos predecessores, cujo forte, segundo parece, não era a exatidão, e que forjaram para a posteridade o costume em sua simplicidade e particularidade. E todos eles nem por isso viveram menos em paz uns com os outros, tanto quanto nós; o desacordo quanto ao jejum confirma o acordo quanto à fé."
14. A isto acrescenta também um relato que será conveniente citar e que diz assim:
"Entre ele, também os presbíteros antecessores de Sotero, que presidiram a igreja que tu reges agora, quero dizer Aniceto, Pio e Higinio, assim como Telesforo e Sixto: nem eles mesmos observaram o dia nem permitiam aos que estavam com eles escolher, e nem por isso eles mesmos, que não obser­vavam o dia, viviam menos em paz com os que procediam das igrejas em que se observava o dia, e ainda assim, observar o dia resultava mais em oposição para os que não o observavam.
15. E nunca se rechaçou ninguém por causa desta forma, antes, os próprios presbíteros, teus antecessores, que não observavam o dia, enviavam a eucaristia[4] aos de outras igrejas que o observavam.
16. E encontrando-se em Roma o bem-aventurado Policarpo nos tempos de Aniceto, surgiram entre os dois pequenas divergências, mas em seguida estavam em paz, sem que sobre este capítulo se querelassem mutuamente, porque nem Aniceto podia convencer Policarpo a não observar o dia -como sempre o havia observado, com João, discípulo de nosso Senhor, e com os demais apóstolos com quem conviveu -, nem tampouco Policarpo convenceu Aniceto a observá-lo, pois este dizia que devia manter o cos­tume dos presbíteros seus antecessores.
17. E apesar de estarem assim as coisas, mutuamente comunicavam entre si, e na igreja Aniceto cedeu a Policarpo a celebração da eucaristia, evidentemente por deferência, e em paz se separaram um do outro; e toda a Igreja tinha paz, tanto os que observavam o dia como os que não o observavam."
18. E Irineu, fazendo honra a seu nome[5], pacificador pelo nome e por seu próprio caráter, fazia estas e semelhantes exortações e servia de embaixador em favor da paz das igrejas, pois tratava por correspondência epistolar ao mesmo tempo, não somente com Victor, mas também com muitos outros chefes de diferentes igrejas, sobre o problema debatido.

XXV - De como houve acordo unânime entre todos sobre a Páscoa[6]
1. Os bispos da Palestina antes mencionados, Narciso e Teófilo, e com eles Cassio, bispo da igreja de Tiro, e Claro da de Ptolemaida[7], assim como os que haviam se reunido com estes, deram detalhadas e abundantes explicações acerca da tradição sobre a Páscoa, vinda até eles por sucessão dos apóstolos, e ao final da carta acrescentam textualmente:
"Procurai que se envie cópia de nossa carta a cada igreja, para que não seja­mos responsáveis pelos que, com grande facilidade, desencaminham suas próprias almas. Manifestamos a vós que em Alexandria celebram precisa­mente o mesmo dia que nós, pois entre eles e nós vêm-se trocando corres­pondência epistolar, de modo que nos é possível celebrar o dia santo em consonância e simultaneamente."

XXVI - Quanto chegou a nós de Irineu
1. Acontece que além dos escritos e cartas de Irineu já mencionados, conservam-se dele um tratado contra os gregos, curtíssimo e bastante peremptório, intitulado Sobre a ciência, e outro que dedicou a seu irmão, chamado Marciano, Em demonstração da pregação apostólica, assim como um livro de Dissertações variadas, no qual faz menção à Carta aos Hebreus e à chamada Sabedoria de Salomão, citando deles algumas sentenças. E isto é o que chegou a nosso conhecimento dos escritos de Irineu[8]. E tendo Cômodo terminado seu império ao fim de treze anos e depois de Pertinax manter-se depois de Cômodo uns seis meses incompletos, prevalece como imperador Severo.

XXVII - Quanto chegou dos outros que floresceram naquela época
1. Muitos, pois, conservam ainda até hoje em grande número documentos do zelo virtuoso dos antigos eclesiásticos de então. Alguns nós mes­mos chegamos a ler, como são os escritos de Heráclito Sobre o Apóstolo, e os de Máximo Sobre o problema da origem do mal, e De como a maté­ria é criada, problema famosíssimo entre os hereges; e também os de Cândido Sobre o Hexameron e os de Apion, sobre o mesmo tema, assim como os de Sexto Sobre a ressurreição; outro tratado de Arabiano e muitos outros, dos quais, por não ter um ponto de referência, não é possí­vel transmitir por escrito a data nem insinuar alguma memória de sua his­tória. Mas chegaram também até nós tratados de muitos outros, dos quais não é possível catalogar os nomes, autores ortodoxos e eclesiásticos, como certamente demonstram as corretas interpretações da Escritura divina. Mesmo assim, são para nós desconhecidos porque não se dá o nome de seus autores.

XXVIII - Dos que acolheram a heresia de Artemon desde o princípio, qual foi seu comportamento e de que modo ousaram corromper as Escrituras
1.            Numa obra de algum destes, fruto do trabalho contra a heresia de Artemon - a mesma que em nossos tempos Paulo de Samosata tentou renovar -conserva-se um relato que vem ao caso da história que estamos examinando.
2.            Deixando entendido que a mencionada heresia afirma que o Salvador não é mais do que um puro homem, e que ela era de invenção recente, ainda que seus introdutores quisessem fazê-la valer como se fosse antiga, o tratado, depois de citar muitos outros argumentos para refutar a mentira blasfema destes, refere textualmente o que segue:
3.            "Dizem mesmo que todos os primeiros, inclusive os próprios apóstolos, receberam e ensinaram isto que agora eles estão dizendo, e que se conservou a verdade da pregação até os tempos de Victor, que era o décimo terceiro bispo de Roma desde Pedro, mas que, a partir de seu sucessor, Zeferino, falsificou-se a verdade.
4.            O dito poderia ser convincente se em primeiro lugar as divinas Escrituras não o contradissessem. E também há obras de alguns irmãos anteriores aos tempos de Victor, obras que eles escreveram contra os pagãos e con­tra as heresias de então em defesa da verdade. Refiro-me às de Justino, Milcíades, Taciano, Clemente e muitos outros, todas obras que atribuem a divindade a Cristo.
5.     Porque, quem desconhece os livros de Irineu, de Meliton e dos restantes, livros que proclamam a Cristo Deus e homem? E os muitos salmos e cânticos escritos desde o princípio por irmãos crentes que cantam hinos ao Verbo de Deus, ao Cristo, atribuindo-lhe a divindade?
6.      Como pois, estando declarado o pensamento da Igreja desde há tantos anos pode-se admitir que os anteriores a Victor o tenham proclamado no sentido que dizem estes? E como não se envergonham de acusar Victor falsamente de tais coisas, sendo que com toda exatidão sabem que Victor excluiu da comunhão Teodoto o curtidor, líder e pai desta apostasia negadora de Deus, e primeiro a dizer que Cristo foi um simples homem? Porque se Victor tivesse pensado da mesma maneira que ensina a blasfêmia destes, como poderia expulsar Teodoto, inventor desta heresia?"
7.      Estes são os fatos dos tempos de Victor. Tendo estado ele à frente do ministério por dez anos, é instituído seu sucessor Zeferino, era o nono ano do império de Severo. O mesmo que compôs o supracitado livro sobre o iniciador da mencionada heresia acrescenta também outro assunto ocorrido em tempos de Zeferino e escreve nos seguintes termos:
8.      "Vou pois, recordar ao menos para muitos de nossos irmãos, o fato ocorrido em nosso tempo, que, por ter acontecido em Sodoma, creio que seguramente teria sido um aviso para aquela gente. Era Natalio um confessor, não dos tempos antigos, mas de nosso próprio tempo.
9.      Um dia este foi enganado por Asclepiodoto e por outro Teodoto, cambista. Estes dois eram discípulos de Teodoto o curtidor, primeiro que por este pensamento, ou melhor, por esta loucura, foi separado da comunhão por Victor, então bispo, como já disse.
10. Ambos persuadiram Natalio para que por um salário se chamasse bispo desta heresia, de maneira que podia receber deles cento e cinqüenta denários.
11. Estando já com eles, o Senhor o avisou muitas vezes por meio de sonhos, já que nosso Deus misericordioso e Senhor Jesus Cristo não queria que uma testemunha de seus próprios padecimentos saísse da Igreja e perecesse.
12. Mas como não prestasse grande atenção às visões, enganado por aquele primeiro posto entre eles e pela torpe ganância que a tantos perde, finalmente foi açoitado por anjos santos durante toda a noite, pelo que ficou bastante maltratado, tanto que se levantou com a aurora, vestiu-se com um saco, cobriu-se de cinza e com muita diligência e lágrimas correu até o bispo Zeferino, e se atirava aos pés, não apenas do clero, mas também dos laicos. Com suas lágrimas comoveu a Igreja compassiva de Cristo misericordioso e, depois de pedi-lo com reiteradas súplicas e de haver mostrado as contusões que os golpes lhe fizeram, a duras penas foi admitido à comunhão."
13. A isto juntaremos também outras expressões do mesmo escritor sobre os mesmos assuntos, que soam assim:
"Adulteraram sem escrúpulo as divinas Escrituras e violaram a regra da fé primitiva; e desconheceram a Cristo por não investigar o que dizem as divinas Escrituras, em vez de andar trabalhosamente exercitando-se em encontrar uma figura de silogismo para legitimar seu ateísmo. Porque, se alguém lhes apresenta uma sentença da Escritura divina, começam a discorrer que figura de silogismo se pode fazer, se conexo ou disjuntivo.
14.     Deixaram as Santas Escrituras de Deus e se ocupam de geometria, como quem é da terra; falam por influência da terra e desconhecem o que vem de cima[9]. Pelo menos entre alguns deles estuda-se com afã a geometria de Euclides e se admira Aristóteles e Teofrasto, porque Galeno talvez seja até adorado por alguns.
15.     Mas os que se aproveitaram das artes dos infiéis para o desígnio de sua própria heresia e com as artes dos ímpios falsificaram a fé simples das divinas Escrituras, que necessidade há de dizer que já não estão perto da fé? Por esta causa puseram suas mãos sem escrúpulo sobre as divinas Escrituras, dizendo que as haviam corrigido[10].
16.     E quem quiser pode saber que digo isto sem caluniá-los, já que, se alguém quiser reunir as cópias de cada um deles e compará-las entre si, notará que divergem muito. Pelo menos as de Asclepíades[11] destoarão das de Teodoto.
17.     E podem-se adquirir muitas cópias, porque os discípulos transcreveram com grande zelo as que foram, como dizem eles, corrigidas, isto é, corrompidas por cada um daqueles. Tampouco as de Hermófilo concordam com estas; quanto às de Apoloníades[12], nem sequer concordam entre si mesmas, pois é possível discernir as que eles prepararam primeiro e as que logo depois foram alteradas, e se vê que discordam muito.
18.     Do atrevimento deste pecado, não é provável que eles o ignorem, porque, ou não crêem que as divinas Escrituras foram ditadas pelo Espírito Santo, e nesse caso são incrédulos, ou então acham que são mais sábios do que o Espírito Santo: e que outra coisa é isto se não estar possuído pelo demônio? Porque não podem negar que o atrevimento é deles mesmos, já que as cópias estão escritas por suas mãos e não receberam as Escrituras nesse estado daqueles que os instruíram, nem poderão mostrar um exemplar de onde tenham copiado as suas.
19. Alguns deles nem sequer trataram de falsificá-las, mas depois de simplesmente negar a lei e os profetas, com o pretexto de um ensinamento iníquo e ímpio, caíram da graça na extrema ruína da perdição." E já basta deste tipo de relatos.

1. O que mais te chamou a atenção neste texto?
2. O que o texto contribui para a sua espiritualidade?

Eusébio de Cesareia (ca. 265 — Cesareia Marítima, 30 de maio de 339) (chamado também de Eusebius Pamphili, "Eusébio amigo de Pânfilo") foi bispo de Cesareia e é referido como o pai da história da Igreja porque nos seus escritos estão os primeiros relatos quanto à história do cristianismo primitivo. O seu nome está ligado a uma crença curiosa sobre uma suposta correspondência entre o rei de Edessa, Abgar e Jesus Cristo. Eusébio teria encontrado as cartas e, inclusive, as copiado para a sua História Eclesiástica.

A "História da Igreja"
Na sua "História da Igreja" ou "História Eclesiástica", Eusébio tentou, de acordo com as suas próprias palavras (I, i.1), apresentar a história da Igreja desde os apóstolos (história essa referida nos "Atos dos Apóstolos") até ao seu próprio tempo, tendo em conta os seguintes aspectos:
(1) a sucessão dos bispos nas Sés principais;
(2) a história dos Doutores da Igreja;
(3) a história das heresias;
(4) a história dos judeus;
(5) as relações com os pagãos;
(6) o martirológio.

Antes de compilar a sua história da Igreja, Eusébio trabalhou no martirológio do período primitivo e uma biografia de Pânfilo de Cesareia. O martirológio não foi conservado na íntegra, embora se tenha preservado quase na totalidade, em partes. Contém:
(1) uma epístola da congregação de Esmirna a respeito do martírio de Policarpo
(2) o martírio de Piónio;
(3) os martírios de Carpo, Papilo e Agatónica;
(4) o martirológio das congregações de Vienne e Lyon (atual França);
(5) o martírio de Apolônio de Roma.
Da vida de Pânfilo resta apenas um fragmento. Um trabalho sobre os mártires da palestina foi composto depois de 311. Um grande número de fragmentos encontram-se disseminados por vários catálogos de lendas, ainda por compilar. A Vida de Constantino foi compilada após a morte do imperador e a eleição do seu filho como um dos augustos(coimperadores romanos), em 337. É mais um panegírico, repleto de retórica, que uma biografia, mas é de grande valor histórico pelos documentos que incorpora.






[1] Eunuco não no sentido estrito, mas de "contido".
[2] Falta o verbo no original, talvez por um corte descuidado.
[3] Esta carta de Irineu a Victor teve como efeito a suspensão da excomunhão.
[4] Enviava-se a eucaristia em sinal de comunhão.
[5] Eirenaios = pacífico.
[6] Apesar do título, trata-se apenas de um acordo existente na prática das igrejas da Palestina e a de Alexandria.
[7] Na Síria.
[8] Todas as obras mencionadas foram perdidas, exceto a Demonstração da pregação apostólica, encontrada em 1904 numa versão armena.
[9] Ironia que joga com a palavra geometria e a passagem de Jo 3:31.
[10] Tratava-se da crítica textual dos Setenta.
[11] Possivelmente trata-se do mesmo acima chamado de Asclepiadoto.
[12] Nem de Hermófilo nem de Apoloníades sabe-se mais do que o dito aqui e que foram discípulos de Teodoto o curtidor.